A pequena Leonor, oito anos, e a mãe Cecília Teixeira, 31 anos, chegaram vestidas com t-shirts de Yungblud para presenciarem a abertura do festival Vilar de Mouros, que arrancou hoje debaixo dum sol radioso e temperaturas de 30 graus.
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19/08/2026
por
Lusa
Os pais de Leonor querem fazer hoje uma surpresa de aniversário à filha e decidiram trazê-la a Vilar de Mouros pela primeira vez para ver os concertos, mas a pequena ainda não sabe que vai ver esta noite Yungblud, o seu ídolo, ao vivo no festival.
Questionada sobre como se iria sentir se Yungblud atuasse esta noite, Leonor sorriu, com brilho nos olhos, e disse que ia “ficar tola de felicidade”, porque é o seu cantor preferido.
Ao início da tarde, a petiza estava animada a ver atuar o cantor e compositor britânico Tom A. Smith, 22 anos; enquanto levantava os braços e dava um pezinho de dança, ainda conseguiu dizer que está a achar o festival “incrível”.
A mãe da pequena festivaleira, Cecília Teixeira, refere que também ela adora Yungblud, 29 anos, e que a música preferida de ambas é Zombie, do álbum Idols.
Louis Hills, cinco anos, com um boné para proteger do sol quente de agosto, está às cavalitas do pai a ouvir Tom A. Smith, o músico escolhido para o arranque do festival Vilar de Mouros, que abriu hoje as portas às 15:00.
A mãe, Ana Hills, 40 anos, conta que a família chegou no domingo de Ferrel, em Peniche, distrito de Leiria, e que está a acampar em Vilar de Mouros os cinco dias do festival, porque o marido é um fanático do rock e veio especialmente ver o duo britânico de punk rock Lambrini Girls, e a banda britânica Cabaret Voltaire.
“É a primeira vez que viemos e estamos a gostar do ambiente e da organização”, disse Ana Hills, reconhecendo, todavia, que o espaço poderia ter mais atividades para as crianças.
No primeiro concerto, do primeiro dia do Vilar de Mouros 2026, cerca de 200 festivaleiros assistiam à atuação de Tom A. Smith, entre eles a francesa Émilie Prat, 22 anos, que chegou de Bordéus para ver especialmente President e Yungblud.
As primeiras impressões do festival é que está “bem organizado” e que é “muito tranquilo”. “Estou a adorar”, confessa.
Também Rui Caetano, 27 anos, de Guimarães, é um estreante em Vilar de Mouros e, como praxe, os amigos obrigaram-no a trazer um macaco de peluche castanho com um metro e 60 de altura para o carregar às costas enquanto vê os concertos.
“O festival é muito tranquilo e está 100%, mas penso que poderiam melhorar, colocando mais caixotes do lixo para colocar as beatas dos cigarros”, declarou o jovem Rui Caetano, que está a acampar em Vilar de Mouros desde domingo e que está ansioso para ver a sua banda de eleição, os suecos The Hives.
Paralelamente aos concertos, há centenas de festivaleiros que aproveitavam esta tarde a frescura do Rio Coura na Praia fluvial das Azenhas, para se banharem e lavarem o pó que se solta da terra seca e se cola ao corpo.
Outros festivaleiros preferem manter-se sentados à sombra das árvores verdejantes em contemplação, numa espécie de conexão pacificadora com o habitat natural e silencioso de Vilar de Mouros.
Hoje ainda sobem ao palco do festival The Molotvs, Lambrin Girls, Cabaret Voltaire, President e Yungblud.
Bandas como Dropkick Murphys, Fishbone, Ugly Kid Joe, Less Than Jake, Grade 2, Kasabian, Kula Shaker, Kaiser Chiefs, Ben Harper & The Innocent Criminals, War, Body Count, Mark Ramone e muitos outros vão passar ao longo os próximos cinco dias pelo palco de Vilar de Mouros.
No ano passado, Vilar de Mouros recebeu cerca de 50 mil pessoas e a expectativa é que este ano o número seja superado, disse à Lusa Paulo Ventura, diretor do festival.
O primeiro festival de música de grande dimensão em Portugal goza da fama do “Woodstock à portuguesa” e a primeira edição aconteceu em 1971 em Vilar de Mouros, tendo sofrido um interregno de oito anos, entre 2006 e 2014.
A 1.ªedição foi lançada pelo médico António Barge (1971) e contou com a presença de Elton John e Manfred Mann.

