Até 2034, o Grupo Volkswagen poderá fechar quatro fábricas na Alemanha, estando em risco cerca de 140 mil empregos. As dificuldades no fabricante arrastam-se há algum tempo, com a quebra de vendas e dos lucros.
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03/09/2026
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Notícias ao Minuto
A atravessar um período delicado, o Grupo Volkswagen está a tomar medidas de reestruturação e contenção de custos – umas mais musculadas do que outras. Em causa, poderão estar milhares de empregos.
De acordo com o Motor1.com, que cita o WirtschaftsWoche, documentos que serão apresentados ao conselho de supervisão esta semana apontam para o fecho de quatro fábricas nos próximos oito anos: Emden e Zwickau em 2031, Hanôver em 2032 e Neckarsulm em 2034 – associadas a boa parte da gama elétrica do grupo para o mercado europeu.
Estas datas são posteriores a 2030, ano até ao qual a empresa não pode fazer despedimentos por motivos operacionais – conforme foi acordado em 2024 com o sindicato IG Metall. O mesmo entendimento prevê, porém, “a redução da mão-de-obra socialmente responsável de mais de 35 mil pessoas até 2030”.
Para além disso, ao todo haverá cerca de 140 mil empregos associados à reestruturação do grupo. Sabe-se já que o conglomerado alemão prepara-se para extinguir 50 mil postos de trabalho, com os rumores a apontarem para a necessidade de desaparecerem outros 50 mil.
Atualmente, a fábrica de Emden produz os elétricos Volkswagen ID.4 e ID.7 para a Europa, América do Norte e China, ao passo que em Zwickau nascem o ID.3, o ID.4, o ID.5, o Audi Q4 e-tron e o Cupra Born – para além dos modelos de luxo Bentley Bentayga e Lamborghini Urus.
A fábrica de Hanôver foca-se nos elétricos comerciais, como o ID. Buzz (o “Pão de Forma” moderno). Já Neckarsulm é uma fábrica entregue a modelos Audi, sendo também um dos maiores empregadores da região Heilbronn-Franken onde se insere.
Posto isto, está longe de ser garantido que as medidas especuladas sejam postas em prática. Requerem a aprovação de uma larga maioria do conselho de supervisão, em que o Estado da Baixa Saxónia tem 20 por cento dos direitos de voto. Já os representantes dos trabalhadores têm metade dos lugares no organismo.
De referir que, também em cima da mesa, poderá estar a descontinuação da marca Seat até 2029, passando a concentrar os esforços espanhóis na Cupra – naquele que seria um dos maiores “terramotos” da indústria automóvel europeia nos últimos anos.

