APCVD desafia a criação de um programa nacional de segurança

APCVD desafia a criação de um programa nacional de segurança

Dirigentes de associações de futebol desafiaram as entidades, governo, forças de segurança e Federação Portuguesa de Futebol para criar um programa nacional de segurança para eventos desportivos.

© Reuters


28/10/2026
por

Lusa

Dirigentes de associações de futebol desafiaram hoje as entidades, governo, forças de segurança e Federação Portuguesa de Futebol para a criação de um programa nacional de segurança para eventos desportivos.

“A função de um delegado deveria ser prática em todas as competições e deveria haver um programa nacional de segurança para eventos desportivos não profissionais”, defendeu o presidente da Associação Distrital de Futebol de Viana do Castelo.

Ricardo Felgueiras considerou que esse programa deve “envolver a Federação Portuguesa de Futebol, o Governo, as associações distritais e os agentes de segurança para uma formação contínua e alinhada” em todo o país.

Este responsável falava no painel sobre “Os desafios da segurança nas competições não profissionais” no decorrer da quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events (proteção, segurança, e acolhimento em eventos desportivos, tradução livre), que termina hoje em Viseu, organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência o Desporto (APCVD).

Um painel que também contou com a participação do presidente da Associação Nacional de Delegados de Futebol (ANDF), Paulo Renato, o gestor de Segurança do Leça Futebol Clube, Paulo Silva, e o comandante do Destacamento de Ovar, do Comando Territorial de Aveiro, da Guarda Nacional Republicana (GNR), Telmo Gomes.

Com o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, sentado na plateia, Ricardo Felgueiras desafiou o governo a “financiar esse programa, uma vez que poupou algum dinheiro, porque deixou de haver segurança em grande parte dos jogos de formação”.

Os restantes participantes alertaram ainda para a “necessidade de formar os mais novos, em especial nos jogos de formação, não só os atletas como os adeptos, que, na sua maioria são os pais”.

“Um dos grandes problemas são os pais, porque a maioria está convencida que tem um Ronaldo em casa e isso torna-se muitas vezes um problema”, indicou Paulo Silva.

Este responsável do Leça desafiou os clubes a “fazerem um relatório no final de cada jogo para que, na preparação do jogo seguinte, os clubes saibam o que se passou no último desafio e quais são os que têm os adeptos/pais mais emotivos”.

“Em poucos meses teríamos um retrato dos jogos de formação e o planeamento de segurança e a sua organização seria mais fiável de conseguir”, defendeu.

O comandante da GNR Telmo Gomes aproveitou a deixa dos pais para desafiar a criação de campanhas, como a prevenção rodoviária ou a reciclagem.

“E isso poderia fazer parte ou envolver o Ministério da Educação, porque as crianças da formação hoje são os atletas profissionais, os adeptos e os dirigentes de amanhã e, se começarmos a trabalhar agora, dentro de 10 a 15 anos poderemos ter uma mentalidade e comportamento diferentes nos eventos desportivos”, defendeu o capitão.

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