Afinal, a Audi pode não retirar os motores de cinco cilindros da sua oferta – pelo menos no futuro próximo. O assunto está a ser ponderado, considerando também o legado destes propulsores.
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19/08/2026
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Notícias ao Minuto
A Audi tem uma história de meio século nos motores de cinco cilindros, que agora veem o seu futuro posto em dúvida devido aos regulamentos cada vez mais apertados sobre as emissões poluentes – que obrigam a fazer muitas mexidas para o tornar conforme. E equipam um número reduzido de carros.
Significará isto o fim da linha para uma arquitetura originalmente introduzida em 1976? O espaço na gama atual cinge-se, agora, ao RS3, embora também a Cupra (igualmente do Grupo Volkswagen) também o use num modelo.
Há alguns meses, foi introduzido o novo Audi RS 3 Competition – um modelo especial de edição limitada a 750 unidades, nas variantes Sportback e berlina. É uma homenagem aos 50 anos de motores de cinco cilindros, fazendo-se locomover precisamente com um propulsor de cinco cilindros 2,5 litros que debita 400 cv de potência e 500 Nm de binário.
Podia, até, soar a uma celebração de despedida. Mas a verdade é que ainda não há uma decisão final sobre o futuro dos cinco cilindros. Pelo menos, foi isso que deu a entender o diretor da Audi Sport, Rolf Michl, numa entrevista à publicação britânica Autocar.
O fabricante sabe que é um tipo de propulsor com “significado histórico“, cujo futuro está a ser ponderado, explicou o dirigente. Que também vincou: “As pessoas que me conhecem sabem que eu também tenho uma relação pessoal com o motor de cinco cilindros. É tão característico e está também enraizado de forma tão profunda na história. Veremos“.
O investimento em alterações profundas a um motor que só é aplicado num número muito reduzido de modelos pode não ser possível de justificar. Em todo o caso, Rolf Michl frisou: “As negociações estão a decorrer, então ainda não estamos no ponto de tomar uma decisão”.

