Um bebé nasceu dentro de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Valongo na madrugada desta quarta-feira. O pequeno Duarte não esperou pela chegada ao hospital e o parto acabou por realizar-se no próprio quartel da corporação.
© Bombeiros Voluntários de Valongo/Facebook
04/11/2026
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Um bebé “não quis esperar pela chegada ao hospital” e nasceu dentro de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Valongo, durante a madrugada desta quarta-feira.
“Esta noite, tivemos uma ocorrência muito especial… daquelas que não acontecem todos os dias!”, começou por destacar a corporação numa publicação na rede social Facebook.
“O pequeno Duarte decidiu que não queria esperar pela chegada ao hospital e que o melhor sítio para vir ao mundo era mesmo o nosso quartel!”, acrescenta.
O bebé nasceu pelas 5h05 desta quarta-feira dentro de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Valongo, “tornando esta madrugada inesquecível” para todos os operacionais.
“E assim, sem precisar de fazer provas de admissão, o Duarte conquistou o título de bombeiro mais novo de Valongo!”, lê-se na nota.
Os bombeiros deixaram os “parabéns e votos de maiores felicidades nesta nova etapa” aos pais do bebé Duarte, a quem desejaram uma “vida cheia de saúde, alegria e aventuras”.
“P.S.: Duarte, quando fores mais crescido, já sabes onde fica o quartel… a tua primeira visita já está marcada!”, brincaram.
Partos em ambulâncias mais do que duplicaram em 2025
Só em 2025 nasceram, pelo menos, 60 bebés em ambulâncias em Portugal. Trata-se de um aumento de 114%, uma vez que em 2024 tinham sido registados 28 partos nestas circunstâncias, segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviados ao Público. Há ainda registo de 23 partos na via pública.
Do total de partos em ambulâncias e na via pública, quase metade (36) ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Em janeiro, contudo, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu que o número de partos fora dos hospitais, em Portugal, é semelhante ao da última década, ocorrendo a maior parte no domicílio.
“Os números são semelhantes aos últimos anos, com exceção da pandemia em que houve mais partos extra-hospitalares, pelas razões que se compreendem. Portanto, não há nenhuma grande alteração relativamente ao número de partos extra-hospitalares. Ou seja, o número é sensivelmente o mesmo da última década”, disse a ministra após ter participado na conferência “Futuro da Saúde na Europa”, no Porto.
Segundo Ana Paula Martins, “a maior parte dos partos extra-hospitalares não ocorre na via pública, felizmente, e nem ocorre nas ambulâncias. Ocorre no domicílio”, acrescentando que, por essa razão, “o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] acaba por ser chamado para poder resolver situações que se complicam”.

