Zaporíjia. Zelensky critica reação fraca da comunidade internacional

Zaporíjia. Zelensky critica reação fraca da comunidade internacional

O presidente ucraniano anunciou hoje que o número de mortos na sequência do ataque russo a uma escola na região de Zaporíjia subiu para 40 e criticou a reação “muito fraca” da comunidade internacional a este “crime de guerra”.

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04/11/2026
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Lusa

O Presidente ucraniano anunciou hoje que o número de mortos na sequência do ataque russo a uma escola na região de Zaporíjia subiu para 40 e criticou a reação “muito fraca” da comunidade internacional a este “crime de guerra”.

 

“Infelizmente, a reação da comunidade internacional a este ataque tem sido muito fraca. Mas este, tal como os milhares e milhares de outros crimes de guerra que a Rússia cometeu contra a Ucrânia e os ucranianos, exigem uma reação firme”, escreveu Volodymyr Zelensky no Telegram.

O balanço anterior divulgado esta manhã pelas autoridades ucranianas dava conta de 37 mortos neste ataque russo contra a aldeia de Komyshuvakha, nomeadamente a uma escola que servia como centro de distribuição de ajuda humanitária.

O líder ucraniano alertou que à volta de “30 pessoas poderão estar ainda sob os escombros” e que decorrem, há três dias, “operações de busca e salvamento no local do ataque”.

As forças russas atacaram este posto, de acordo com as autoridades ucranianas, com nove ‘glide bombs’ (bombas planadoras em português).

“Os russos lançaram nove bombas. Primeiro, atacaram as pessoas que tinham ido buscar ajuda humanitária e, depois, os socorristas e os polícias que chegaram ao local”, descreveu o líder ucraniano.

Zelensky reforçou igualmente os pedidos de apoio em matéria de defesa aérea para fazer face aos bombardeamentos que são cada vez mais frequentes.

O líder ucraniano, que se reuniu hoje com o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, agradeceu o apoio de Berlim para a defesa aérea da Ucrânia, nomeadamente com o contrato de fornecimento de mísseis intercetores PAC-2 e de munições para os F-16 ucranianos.

Na terça-feira, Zelensky reuniu-se com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Berlim, em antecipação das conversações entre delegações ucraniana e russa marcadas para 10 e 11 deste mês em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

As conversações vão envolver negociadores ucranianos, russos e norte-americanos, mas os europeus ficaram de fora, algo que Merz protestou, exigindo a presença na mesa de negociações.

“Não pode haver uma paz estável se a Europa não se sentar à mesa de negociação”, defendeu Zelensky em concordância com o chanceler alemão durante a conferência de imprensa conjunta após a reunião na terça-feira.

Hoje, no Telegram, Zelensky defendeu que em várias ocasiões, foi “precisamente a liderança alemã que ajudou a salvar milhares e milhares de vidas”.

Ainda no panorama diplomático, a Comissão Europeia organiza hoje em Bruxelas uma reunião entre representantes europeus, ucranianos e norte-americanos que terá como foco a reconstrução e a prosperidade da Ucrânia após o final da guerra.

Esta reunião tinha sido anunciada na segunda-feira à noite pelo enviado especial dos Estados Unidos Steve Witkoff e foi na terça-feira confirmada pela porta-voz do executivo comunitário.

No encontro estarão representantes da Ucrânia, dos Estados Unidos, de França, da Alemanha, do Reino Unido, da NATO e do Banco Mundial.

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