Uma enfermeira brasileira de 29 anos morreu em Portugal durante a lua de mel após devido a uma alergia alimentar. A vítima, alérgica a marisco, comeu lula panada, num restaurante em Leiria, e foi transferida para o hospital de Coimbra, mas acabou por morrer.
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23/10/2026
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Notícias ao Minuto
Uma mulher brasileira morreu na passada quarta-feira, dia 21 de outubro, durante a sua lua de mel em Portugal. Segundo o marido, Amanda Nascimento, de 29 anos, sentiu-se mal devido a uma alergia alimentar após almoçar numa marisqueira em Leiria.
Amanda e Tiago Nascimento casaram-se no passado dia 10 de outubro e decidiram passar a lua de mel em Portugal. Na quarta-feira, foram almoçar a um restaurante em Leiria e Amanda, enfermeira de profissão, comeu lula panada pensando tratar-se de peixe, apesar de saber desde a infância que era alérgica a marisco.
“Sem saber exatamente o que estava sendo servido, pegou um pedaço e colocou na boca. Quando sentiu aquela textura borrachuda, percebeu que não era um peixe comum. Só que, naquele momento, ela já tinha engolido, então tentamos não nos desesperar”, contou Tiago, acrescentando que não tinham qualquer antialérgico à disposição.
Amanda sentiu imediatamente um pequeno incómodo na garganta, que acabou por passar após beber água.
“Seguimos normalmente, sem perceber que aquilo poderia ser o início de uma reação muito mais séria. Mas, em duas horas, tudo mudou. Estávamos saindo de uma livraria quando os sintomas começaram a aparecer, por volta das 16h30”, acrescentou o marido.
De repente, Amanda começou a ficar com manchas e inchaço na pele e sentiu a garganta a fechar. Ainda foi assistida por uma equipa de emergência, mas teve de ser transferida para o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.
“A ambulância chegou e fez os primeiros socorros, mas, naquela unidade [em Leiria], não tinha o suporte necessário. Ela, então, precisou ser transferida para o Hospital Universitário de Coimbra, um pouco mais distante, e, infelizmente, não resistiu”, indicou Tiago.
“São 10 anos de história como namorados. Nos conhecemos na paróquia. É muito difícil perdê-la justamente quando íamos começar uma nova história, agora como marido e mulher”, lamentou.
O homem descreveu Amanda, enfermeira na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Mantevida Taguatinga, em Brasília, como “uma pessoa extraordinária, uma mulher doce, humilde e que sempre se preocupou com todo mundo”.
“Enfermeira, amava a profissão dela e era muito católica. Ela faleceu fazendo o que mais gostava, que era viajar”, disse.

