Dezenas de manifestantes em vigília pelos detidos na esquadra do Heroísmo

Dezenas de manifestantes em vigília pelos detidos na esquadra do Heroísmo

Dezenas de manifestantes juntaram-se em vigília junto à esquadra da PSP do Heroísmo, para onde foram levados os sete detidos na carga policial na Praça D. João I.

© Diogo Baptista/SOPA Images/LightRocket via Getty Images


01/11/2026
por

Lusa

Dezenas de manifestantes juntaram-se hoje em vigília junto à esquadra da PSP do Heroísmo, para onde foram levados os sete detidos na sequência da carga policial na Praça D. João I, protegida pelo corpo de intervenção.

 

À semelhança da semana passada, após outra carga policial, também hoje os manifestantes se deslocaram para a 3.ª esquadra, junto à estação de metro do Heroísmo, para uma vigília pelos detidos, que esperam que sejam libertados em breve.

Os presentes foram “recebidos”, a partir das 07:45, por uma dezena de elementos da Unidade Especial de Polícia, que se posicionaram na porta e ao longo da fachada, retirando do passeio do lado da esquadra alguns manifestantes e obrigando-os a mudarem-se para passeio oposto.

A aparição das forças policiais foi recebida com protestos e gritos de “vergonha”.

Segundo a organização, num balanço preliminar divulgado cerca das 05h45, resultaram 35 feridos ligeiros e três graves da carga policial sobre os manifestantes, além de sete detidos, confirmados por um dos advogados do movimento, Tiago Machado.

A polícia carregou sobre os manifestantes que tinham voltado a erguer a Acampada na Praça D. João I, onde desde 10 de outubro decorre um protesto em prol do direito à habitação, destruindo o acampamento e afastando os presentes.

Mais tarde, junto à Câmara do Porto, os manifestantes foram alvo de nova carga, e já na vigília no Heroísmo surgiram elementos do corpo de intervenção à porta da esquadra, para já sem ação.

Ao longo da noite, a PSP e os manifestantes dialogaram sobre a permanência na praça D. João I, com a polícia a apelar a que desmontassem as tendas, condição que permitiria que ali pernoitassem. Os presentes rejeitaram a desmontagem das tendas.

Pelas 03:50, um subintendente da PSP conversou com o advogado do movimento, Tiago Machado, sobre os fundamentos legais da intervenção.

Os manifestantes exigem a reversão da nova Lei do Arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

Polícia volta a carregar sobre manifestantes junto à Câmara do Porto

Cerca de meia hora após a esvaziamento da Praça D. João I, a polícia e os manifestantes da Acampada do Porto voltaram confrontar-se junto à Câmara Municipal. O grupo, que exigem a reversão da nova Lei do Arrendamento, foi agredido à bastonada e houve uma escaramuça com um homem armado.

Lusa | 06:20 – 01/11/2026

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