De acordo com um estudo publicado no JAMA Network Open, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados pode aumentar o risco de danos cerebrais em 40%. A investigação analisou mais de nove mil participantes.
© Shutterstock
20/10/2026
por
Um novo estudo publicado no JAMA Network Open alertou para o consumo em excesso de alimentos ultraprocessados. Em causa está o aumento do risco de danos cerebrais em 40%. A investigação foi feita por especialistas do Canadá.
De acordo com o Medical Xpress, o estudo revelou com o aumento de danos no cérebro provocados por este tipo de alimentos pode passar despercebido pelos sinais serem muitas vezes silenciosos.
Estudo: Alimentos inimigos do cérebro
O estudo teve por base a análise de nove mil pessoas. Os danos cerebrais foram identificados através de ressonância magnética e mais comuns em pessoas que consumiam grandes quantidades de alimentos ultraprocessados como refrigerantes, salgados e cereais açucarados.
Em muitos casos, estas alterações no cérebro podem ser um sinal precoce de um AVC ou de problemas de memória, por exemplo. “Normalmente, este tipo de danos está associado a doenças que ouvimos falar e tratamos numa idade muito mais avançada. O estudo concentrou-se em pessoas de meia-idade que não tinham problemas cardíacos e não relataram outras preocupações com a saúde“, conta à Fox News Russel J. de Souza, cientista da Universidade McMaster e da Hamilton Health Sciences e um dos autores do estudo.
A investigação teve por base adultos entre os 35 e os 69 anos. Os participantes que consumiram mais alimentos processos tinham ainda uma maior quantidade de gordura visceral, que está associado a problemas cardíacos, entre outros.
“Os nossos resultados sugerem que a ligação entre dieta e saúde cerebral pode ser detectável antes que as pessoas apresentem problemas perceptíveis de memória ou raciocínio”, conta Sonia Anand, outra das autoras da investigação.
“Alimentos ultraprocessados costumam ser saborosos, mas frequentemente carecem de nutrientes importantes, como fibras, vitaminas e minerais, além de conterem altas quantidades de sódio, gorduras saturadas e açúcares adicionados”, continuam.
Apesar dos resultados do estudo, a especialista apontou ainda que são necessários mais investigações para se chegar a uma conclusão mais concreta. “Precisamos de estudos de longo prazo que acompanhem as pessoas ao longo do tempo com exames de ressonância magnética repetidos para descobrir se a redução da ingestão de alimentos ultraprocessados pode retardar ou prevenir essas alterações cerebrais.”
O seu cérebro só tem a ganhar se fizer um pequeno-almoço assim
A dietista Lauren Manaker revelou ao ‘website’ EatingWell algumas das vantagens que pode ter ao consumir mais proteína logo nas primeiras horas do dia. “Este macronutriente ajuda as células cerebrais a funcionarem da melhor forma possível”, começa por dizer a dietista.
“Os neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina, são responsáveis por regular o humor, o foco e a clareza mental em geral. A proteína é fundamental para que trabalhem da melhor forma.”
Assim, uma das opções sugeridas passa por beber um ‘smoothie’ de cereja com espinafres. Kefir, manteiga de amêndoa e abacate são outros dos alimentos que também pode juntar.
“A proteína ajuda a estabilizar o açúcar no sangue e fornece boa energia ao cérebro durante toda a manhã”, continua. Por outro lado, este é também um pequeno-almoço rico em probióticos e em alimentos anti-inflamatórios.

