A taxa Euribor subiu a três e a seis meses, no prazo mais curto para um novo máximo desde dezembro de 2025, e desceu a 12 meses em relação a quarta-feira.
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05/11/2026
por
Lusa
A taxa Euribor subiu a três e a seis meses, no prazo mais curto para um novo máximo desde dezembro de 2025, e desceu a 12 meses em relação a quarta-feira.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 3,014%, mais 0,006 pontos percentuais do que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 40,25% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 30,96% e 24,24%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje para 3,283%, menos 0,019 pontos que na véspera.
Já a Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 2,812%, mais 0,053 pontos e um novo máximo desde dezembro de 2025.
A Euribor terminou outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.
A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.
Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras em 28 de outubro, e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.
Em 10 de setembro, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.
Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

