A companhia aérea neerlandesa KLM anunciou hoje uma reestruturação que afetará cerca de 5.000 postos de trabalho e reduzirá o quadro de pessoal em cerca de 15%, no âmbito de um plano para reduzir custos.
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05/11/2026
por
Lusa
A companhia aérea neerlandesa KLM anunciou hoje uma reestruturação que afetará cerca de 5.000 postos de trabalho e reduzirá o quadro de pessoal em cerca de 15%, no âmbito de um plano para reduzir custos.
“A continuidade da KLM não está garantida”, alertou a presidente executiva (CEO), Marjan Rintel, aquando da apresentação dos resultados financeiros no terceiro trimestre.
Marjan Rintel salientou que o aumento do preço do combustível, a instabilidade internacional e os elevados custos operacionais obrigam a tomar decisões “drásticas e, por vezes, dolorosas”.
A responsável reconheceu que as mudanças afetarão trabalhadores que “passaram toda a vida” na empresa, mas defendeu que “não fazer nada teria consequências muito mais dolorosas, tanto para o emprego como para a ligação” dos Países Baixos com o mundo.
A KLM espera que as mudanças possam ser implementadas através de reformas, saídas voluntárias e reafetações dentro da empresa.
A empresa explicou que 1.250 postos de trabalho do serviço de ‘catering’ já são geridos em colaboração com a empresa Gategroup, enquanto outros 800 postos de trabalho nos serviços de terra passarão para empresas externas.
Além disso, irá transferir 2.000 postos de trabalho para o grupo Air France-KLM, ao qual pertence, e prevê reduzir outros 1.000 através de alterações na organização do trabalho.
A reestruturação prevê também alterações nas condições laborais, uma maior colaboração com outras empresas e um aumento da produtividade de, pelo menos, 8% até 2028, acompanhado de aumentos salariais moderados.
O anúncio surge apesar de a KLM ter melhorado os resultados no terceiro trimestre do ano, com um lucro operacional de 458 milhões de euros, mais 106 milhões do que no mesmo período do ano anterior, o que se explica por “maiores receitas com a venda de bilhetes e pela redução de custos”.
Ainda assim, a companhia considera que estes resultados continuam a ser insuficientes para fazer face aos custos e financiar os investimentos necessários, sendo que o objetivo é aumentar o resultado operacional anual para um valor entre 1.000 e 1.400 milhões de euros.
Entre as medidas anunciadas figura também a renovação da frota europeia, com mais aviões de pequeno porte para melhor adaptar os voos à procura e a retirada progressiva dos Boeing 737 e dos Embraer E190.
A KLM, que opera voos diretos para 160 destinos a partir do aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, pretende também simplificar a organização e reforçar a posição no seio do grupo Air France-KLM.

