O Renault Megane, um dos clássicos da marca, pode sofrer mudanças radicais no futuro, incluindo tração traseira, autonomia de 750 km e um design completamente novo inspirado no Clio de sexta geração.
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03/11/2026
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Notícias ao Minuto
Introduzido em 1995, o Renault Megane já tem uma longa carreira de mais de três décadas com cinco gerações, tendo tido várias facetas durante este tipo – desde carrinha a hatchback, passando por coupé ou berlina.
Hoje em dia, é um hatchback do segmento C 100 por cento elétrico. Mas o fabricante está a pensar no futuro do modelo, que poderá ser muito diferente do que se conhece hoje – tendo inclusive tração traseira.
Concebida para a Europa, destina-se a motorizações 100 por cento elétricas e elétricas com extensor de autonomia. Admite uma autonomia de até 750 km para um elétrico e 1.400 km no segundo caso, sendo aplicável a modelos desde o segmento B+ até ao D. Também admitirá tração integral.
Anunciada em março, de acordo com o AutoExpress esta plataforma flexível poderá equipar o futuro Renault Megane. Os carros nela baseada poderão ter comprimentos entre 4,3 e 4,8 metros e até duas toneladas de capacidade de reboque, para além de suportar SUVs e berlinas com baixa altura ao solo.
Design moderno, mas com moderação
Escreve aquela publicação que será possível, com a nova plataforma, ter um Megane muito diferente do atual em termos de design, com uma imagem contemporânea e diferente dos modelos retro do fabricante. Não obstante, deverá ser inspirado pela nova geração do Clio.
Laurens van den Acker, diretor de design, explicou que “a linguagem da forma vai ser um bocado mais contida“, aliando a modernidade a alguma moderação. “Quando sobes o preço, os carros têm de se tornar mais intemporais”, observou.
O responsável entende também que a Renault tem de “fazer os carros parecerem um bocado mais sérios”, sem ser fria como as marcas alemãs nem “quente como os italianos”.
O que esperar do futuro Megane?
Para já, o que se irá ver no Renault Megane do futuro não é certo. A AutoExpress escreve que o design poderá ser mais sofisticado e ter elementos como faróis mais estreitos ou menores aberturas da grelha. O modelo poderá tornar-se num hatchback mais vertical.
Também deverá ter um desenho otimizado para a autonomia com uma dianteira relativamente baixa, lutando com rivais como o Hyundai Ioniq 5 ou até o Tesla Model Y. Uma autonomia em torno dos 750 km seria, para Philippe Brunet (diretor de tecnologia da Renault) um destaque no segmento C.
Para além do design, espera-se que seja um carro inteligente. François Provost, diretor-executivo do Grupo, já revelou que as bases para os veículos definidos por software irá aplicar-se, sobretudo, aos carros do segmento C assentes na plataforma REG EV Medium 2.0.

