O Exército do Irão anunciou hoje um programa para aumentar o alcance e a velocidade de todo o arsenal de mísseis, na sequência da guerra iniciada há sete meses pelos Estados Unidos e por Israel contra o país.
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04/10/2026
por
Lusa
“Na guerra chegamos à conclusão de que, sem dúvida, temos de aumentar o alcance dos nossos mísseis e atualmente estamos a fazer essa tarefa”, afirmou o porta-voz do Exército iraniano, o general de brigada Mohamad Akraminia, em entrevista à agência Fars.
De acordo com o militar de alta patente, até agora o Exército trabalhou de forma eficaz na precisão dos mísseis e as futuras gerações de projéteis que se incorporem nas Forças Armadas contarão “com maiores capacidades” neste âmbito.
Akraminia assegurou que a decisão foi tomada depois do início da guerra, em 28 de fevereiro, e tendo em conta que o inimigo se encontra “a uma distância maior” do país.
As declarações de Akraminia acontecem após o general Yahya Rahim Safavi, assessor para os assuntos militares do líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, ter advertido que a República Islâmica poderá ampliar a guerra com os Estados Unidos até ao oceano Índico, se for atacada de novo.
O Irão dispõe de um amplo arsenal de mísseis, muitos deles armazenados em instalações subterrâneas e, segundo dados oficiais iranianos, alguns dos mísseis balísticos, como os Seyil e as versões atualizadas dos Shahab-3, têm um alcance de até 2.000 quilómetros.
Em março, o Reino Unido denunciou que o Irão atacou com mísseis uma base militar conjunta com os EUA, na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico, apesar de Teerão o ter negado.
A guerra que os EUA e Israel iniciaram contra o Irão em 28 de fevereiro encontra-se num ponto morto, escreve a agência EFE, com a intensificação das sanções norte-americanas e o bloqueio naval e ataques ocasionais de Teerão contra petroleiros no estreito de Ormuz.

