O Governo de Israel voltou a declarar que tem capacidade para avançar com ataques militares contra o Hezbollah, depois de ter destruído um subterrâneo utilizado pelo movimento armado pró-Irão no sul do Líbano.
© Lisi Niesner/Reuters
11/09/2026
por
Lusa
“Estamos prontos para prosseguir a campanha, para continuar a atacar o Hezbollah, incluindo noutros locais”, afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em comunicado.
Na noite de quinta-feira, o Exército israelita fez explodir instalações subterrâneas construídas pelo Hezbollah (Partido de Deus) sob a montanha de Ali Taher, na região libanesa de Nabatiyeh.
A explosão foi tão potente que o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), uma referência mundial na deteção de sismos, registou um tremor de magnitude 4,1 — o equivalente a um pequeno sismo.
Os filmes divulgados pelas autoridades israelitas mostraram uma labareda a sair do solo no meio de um enorme estrondo.
Ali Taher fica no sul do Líbano, numa região ocupada pelo Exército israelita, que afirmou querer estabelecer uma “zona de segurança” para impedir os ataques do Hezbollah contra localidades no norte de Israel.
Após a destruição dos túneis na quinta-feira, foi estabelecida uma zona de segurança sólida, acrescentou Katz.
A região que foi alvo do ataque permite ainda ao Exército israelita “manter o controlo e ameaçar o Hezbollah em profundidade” no território libanês, sublinhou o ministro de Israel.
O Exército israelita tinha anunciado, na semana passada, a tomada de Ali Taher, na zona a norte do rio Litani e localizada na orla da zona ocupada por Israel no sul do Líbano.
Israel afirmou que o Hezbollah tinha escavado túneis no setor permitindo-lhe lançar drones e mísseis contra posições militares israelitas no sul do Líbano, bem como contra o norte de Israel.
Na noite de quinta-feira, o Exército israelita informou ter mapeado cerca de cinco quilómetros de túneis e vias construídos na região montanhosa.
Em vésperas das eleições legislativas em Israel, a tomada de Ali Taher é apresentada como uma vitória estratégica pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra regional em março, em solidariedade com o Irão, mas a violência diminuiu de intensidade após o entendimento entre o Irão e os Estados Unidos em junho.
Durante as negociações entre o Líbano e Israel, os Estados Unidos — mediadores das conversações — propuseram que o Exército libanês assumisse o controlo de Ali Taher, mas o Hezbollah recusou, segundo disse à agência France-Presse (AFP) uma fonte próxima dos negociadores.

