Lisboa: Junta de freguesia suspende funcionários por assédio e instigação

Lisboa: Junta de freguesia suspende funcionários por assédio e instigação

A Junta de Freguesia de Avenidas Novas, em Lisboa, instaurou processos disciplinares a dois técnicos superiores e determinou a suspensão preventiva de funções por 90 dias, na sequência de alegadas situações de assédio e instigação, informou a autarquia.

© Junta de Freguesia das Avenidas Novas


29/10/2026
por

Lusa

A Junta de Freguesia de Avenidas Novas, em Lisboa, instaurou processos disciplinares a dois técnicos superiores e determinou a suspensão preventiva de funções por 90 dias, na sequência de alegadas situações de assédio e instigação, informou a autarquia.

 

Em comunicado, assinado pelo presidente da Junta de Freguesia de Avenidas Novas, Daniel Gonçalves (PSD), a autarquia lisboeta indica que as medidas foram aprovadas numa reunião do executivo realizada em 23 de setembro, acrescentando que foram também comunicadas a não renovação de contratos a vários prestadores de serviços, incluindo uma pessoa do gabinete jurídico.

Na nota é referido que os trabalhadores, colaboradores e eleitos da Junta de Freguesia de Avenidas Novas “têm sido alvo de comunicações anónimas por via eletrónica e telefónica, com alegadas falsidades, injúrias e calúnias, de teor difamatório, injurioso e intimidatório”.

“Registam-se, igualmente, ameaças escritas de forma anónima dirigidas ao presidente da Junta de Freguesia de Avenidas Novas, Daniel Gonçalves, de forma contínua”, lê-se no comunicado.

A autarquia adianta ainda que, em 04 de setembro, a Polícia de Segurança Pública (PSP) apreendeu dois telemóveis na sede da autarquia, um dos quais terá sido utilizado para gravar, de forma oculta e sem conhecimento ou consentimento dos intervenientes, uma reunião sobre assuntos delicados.

Segundo a Junta de Freguesia, a pessoa que realizou a gravação declarou ter sido “manipulada e instigada” a apresentar denúncias contra outro prestador de serviços, tendo posteriormente afirmado, por escrito e de forma voluntária, que as acusações iniciais eram falsas e tinham como objetivo causar danos.

A junta ressalva que estas denúncias são distintas dos factos que motivaram os processos disciplinares e adianta que entregou ao Ministério Público as denúncias formalizadas junto das autoridades policiais, bem como declarações e elementos de prova, para apuramento dos factos e de eventuais responsabilidades criminais.

A autarquia informa também ter apresentado uma queixa-crime contra suspeitos, para investigação da autoria e das responsabilidades pelos ataques denunciados, incluindo a utilização de endereços eletrónicos e perfis falsos nas redes sociais.