Mais de 2.670 pessoas foram deslocadas em Hebron, na Cisjordânia, por uma operação israelita, segundo a Autoridade Palestiniana. A operação foi desencadeada após um ataque que resultou na morte de dois soldados israelitas.
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25/10/2026
por
Lusa
Mais de 2.670 pessoas foram “retiradas à força# das suas casas, em Hebron, na Cisjordânia, desde sexta-feira, numa operação do exército israelita, desencadeada na sequência de um ataque no território, anunciou hoje a Autoridade Palestiniana.
“Mais de 2.670 palestinianos foram deslocados à força das suas casas, em Hebron, pelas forças de ocupação de Israel, na sua maioria mulheres, crianças e idosos”, declarou o gabinete do primeiro-ministro palestiniano, Mohammad Mustafa, na rede social X, citando dados da câmara municipal daquela cidade, localizada no sul da Cisjordânia.
Dois soldados israelitas foram mortos na sexta-feira, num ataque perto de Hebron, a maior cidade do território ocupado por Israel desde 1967.
Este ataque levou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a desencadear uma operação militar que designou de “antiterrorista”, na Cisjordânia, e a ordenar o “bloqueio total” do território.
No âmbito da operação, as forças israelitas entraram no bairro de Ein Deir Baha, que afirmaram ser o local onde moravam os dois atacantes, e ordenaram aos moradores que reunissem os pertences e abandonassem as casas.
No sábado, o Ministério da Defesa de Israel anunciou que cerca de 2.000 palestinianos tinham sido “retirados” das suas casas, durante a operação.
Hoje, veículos militares e soldados israelitas ainda permaneciam posicionados nas ruas de Hebron, segundo imagens da Agência France Presse (AFP).
Higazi al-Tamimi, um comerciante local que também atua como representante do bairro evacuado, acusou os soldados israelitas de o terem agredido no momento em que tentava regressar a casa.
“Uma ou duas pessoas começaram a bater nas minhas pernas, no meu peito e nos meus ombros. Uma delas chegou a dar-me um golpe na cabeça”, relatou à AFP a partir da sua cama de hospital.
“Depois, empurraram-me para trás, e continuei a avançar até chegar a uma zona segura”, acrescentou.
O exército israelita mantém a ordem de bloqueio da Cisjordânia ocupada para o dia das eleições legislativas, na terça-feira.

