Cerca de uma centena de manifestantes decidiram hoje em assembleia popular manter o protesto pela habitação que decorre agora na Praça da Figueira e junto ao Rossio, em Lisboa.
© Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images
20/10/2026
por
Lusa
Cerca de uma centena de manifestantes decidiram hoje em assembleia popular manter o protesto pela habitação que decorre agora na Praça da Figueira e junto ao Rossio, em Lisboa.
Em assembleia popular, os vários intervenientes que se juntaram em frente ao cordão policial, posicionado na Rua do Amparo, entre as praças do Rossio e da Figueira, no centro de Lisboa, decidiram pelas 07h30 manter o protesto e regressar.
Intervenientes da assembleia popular disseram querer recuperar os pertences que estão a ser removidos do acampamento da praça do Rossio e prometeram regressar “hoje e nos próximos dias”.
Os manifestantes mantêm que se registaram “cerca de 30 feridos e detidos” durante a intervenção da polícia.
Está pelo menos presente um advogado, que presta apoio aos manifestantes e que está a elaborar uma lista dos alegados detidos e feridos.
A policia mantém-se na baixa de Lisboa a impedir os acessos à Praça do Rossio, quer a peões, quer a automóveis.
Entretanto, os manifestantes gritam palavras de ordem contra o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a favor da luta pelo direito à habitação.
“Abaixo Montenegro, que vai cair” e “Viva a acampada a resistir”, gritam os manifestantes esta manhã.
De acordo com imagens transmitidas pelas televisões, pouco antes das 06:00, a PSP deu um ultimato aos presentes, exigindo o fim da Acampada, numa operação lançada em simultâneo com outra contra o acampamento no Porto.
Os manifestantes começaram por formar um cordão humano para atrasar a intervenção da PSP, mas o Corpo de Intervenção avançou contra o grupo e realizou várias detenções, tendo alguns ativistas acusados os agentes policiais de agressões.
A Acampada de Lisboa, com o lema “Não dá mais? Então monta a tua tenda!”, tinha decidido de madrugada de hoje manter o protesto contra as condições de vida e a crise na habitação, apesar de a polícia ter “solicitado a saída para evitar uma retirada coerciva”.
Já o grupo que estava há uma semana acampado na Praça D. João I, no Porto, em protesto pela falta de habitação, decidiu esta madrugada desmontar o acampamento perante a ameaça de uma intervenção policial.

