“Porquê?”. Lojistas tentam impedir destruição dos seus negócios em França

Em França, os lojistas têm tentado fazer frente aos manifestantes que tentam destruir os seus espaços comerciais. Vídeos mostram o seu desespero.

© Reprodução X


20/10/2026
por

Andrea Pinto

Aquela que pretendia ser uma manifestação contra o aumento do custo de vida, em França, transformou-se nos últimos dias, num palco de violência, em várias cidades do país.

 

Durante o fim de semana, os protestos contra o aumento do custo de vida e a degradação dos setores da educação e da saúde, após quase 10 anos de mandato do presidente, Emmanuel Macron, escalaram para uma onda de violência que obrigou o governo, esta segunda-feira, a decretar recolher obrigatório em várias cidades.

Antes disso, porém, vários estabelecimentos comerciais e espaços públicos foram vandalizados, com alguns comerciantes, desesperados, a tentar defender, com o próprio corpo, aquilo que é seu.

Imagens partilhadas nas redes sociais permitem perceber o desespero em que muitos se encontram, receosos de perder os seus negócios, o seu sustento.

Um dos vídeos mais impressionantes mostram uma mulher, com uma vara de grandes proporções, a tentar impedir que um grupo de jovens entre e vandalize a sua loja. A mulher, de estatura baixa, não se deixa vergar perante os avanços do grupo de protestantes e acaba por contar com a ajuda de outros homens, que se colocam à sua frente e mandam as pessoas se afastarem.

Já num outro vídeo, com final diferente, uma mulher, desesperada, questiona os manifestantes sobre “qual é a necessidade” de estarem a destruir o seu espaço comercial.

“Por que estão a fazer isto? Esta não é a causa [da luta]”, grita a mulher, visivelmente desesperada.

Num outro vídeo, registado no fim de semana, pode ver-se um homem a fazer frente aos manifestantes para defender a sua loja de videojogos. Este acaba por ser agredido.

Os distúrbios dos últimos dias incluíram pilhagens de estabelecimentos comerciais, ataques a edifícios públicos e confrontos com as forças de segurança em Paris e noutras cidades francesas.

O ministro do Comércio, Serge Papin, anunciou que serão aplicadas ao setor comercial, a partir de terça-feira, medidas de redução do horário de trabalho (equivalentes a um regime de desemprego parcial), além da criação de um “fundo de apoio específico”.

Já ontem foi anunciado recolher obrigatório em várias cidades, como Paris e Lille, e não está posto de parte a possibilidade de o governo declarar estado de emergência.

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Andrea Pinto | 07:48 – 20/10/2026

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