Na véspera do Valencia-Real Madrid, José Mourinho pede que se “respeite” a decisão de Cristiano Ronaldo de renunciar à principal seleção de Portugal, e recusa ‘arriscar’ sobre se o compatriota irá enveredar pela carreira de treinador.
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06/11/2026
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José Mourinho realizou, ao início da manhã desta sexta-feira, a tradicional antevisão ao encontro da 12.ª jornada de La Liga, que irá colocar, frente a frente, o ‘seu’ Real Madrid e o Valencia, numa conferência de imprensa na qual, como não poderia deixar de ser, foi confrontado sobre a decisão de Cristiano Ronaldo de renunciar à principal seleção de Portugal, aos 41 anos de idade.
Questionado sobre se esta terá sido uma decisão natural ou, ao invés, forçada pelo ‘desaguisado’ com o selecionador nacional, Jorge Jesus, o treinador português atirou: “Não quero avaliar. Mais do que comentar, deve respeitar-se, e, obviamente, eu respeito esta sua decisão. Não é uma retirada, ele não terminou a carreira”.
“Quem o conhece, sabe que ainda tem objetivos para a sua carreira, e a única coisa que eu gostaria que a sua retirada como jogador de futebol, quando chegar esse dia, que seja um dia diferente do dia de ontem”, afirmou, antes de recusar ‘arriscar’ sobre se o compatriota poderá vir a enveredar pela carreira de treinador.
“Não sou capaz de dizer. Não sei o que pode pode passar-se na cabeça dele, mas ainda é cedo, inclusive, para fazer algum comentário, porque, tal como já disse, ainda é jogador de futebol”, acrescentou, a propósito do avançado que orientou, durante a primeira passagem pelo Santiago Bernabéu, entre 2010 e 2013.
“Se fosse possível falar com o Jesús de Miguel e colocar-lhe essa pergunta, seria a situação ideal”
O Valencia-Real Madrid tem apito inicial agendado para as 20h00 (hora de Portugal Continental) de sábado, no Estadio de Mestalla, e surge numa altura em o futebol espanhol se vai dividindo entre aqueles que acham que esta ronda do campeonato nacional não deveria ocorrer, por conta da morte de Jesús de Miguel, e aqueles que defendem que não há motivo para interrompê-lo.
Questionado pelos jornalistas sobre qual seria a melhora maneira de honrar a memória do jogador de 30 anos de idade, que não resistiu aos ferimentos provocados por um violento choque com Jesús Owono, no Tenerife-FC Andorra da passada segunda-feira, o Special One optou por colocar-se à margem da polémica.
“De acordo com aquilo de que fui informado, há homenagens bonitas organizadas, que vão realizar-se, de modo transversal, em todas as competições, e isso parece-me significativo. De qualquer maneira, se fosse possível falar com o Jesús e colocar-lhe essa pergunta, seria a situação ideal”, referiu.
“Ao ser impossível colocar-lhe a pergunta, penso que só a família dele, os amigos dele e os companheiros dele podem responder sobre aquilo que o Jesús gostaria que acontecesse, se ele gostaria que não houvesse futebol, ou se gostaria de ser recordado com uma homenagem bonita e transversal em todas as divisões e em todos os estádios do futebol espanhol”, prosseguiu.
“Penso que é uma coisa para a sua família, amigos e companheiros. Não me parece que nenhum de nós possa dizer isto ou aquilo. Não sabemos. A homenagem será para o Jesús, por isso, que falem quem o conhece profundamente sobre aquilo que ele gostaria”, concluiu o técnico dos merengues.

