Nuno Campos lidera, mas recusa alterar objetivos do Dínamo Bucareste

Nuno Campos lidera, mas recusa alterar objetivos do Dínamo Bucareste

O único treinador português a liderar, neste momento, uma I Liga de futebol na Europa, Nuno Campos, admitiu hoje que “sonhar faz parte das grandes conquistas”, mas recusou alterar os objetivos traçados pelo Dínamo Bucareste.

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06/11/2026
por

Lusa

“Sonhar faz parte das grandes conquistas, mas isso não nos pode fazer tirar os pés do chão bem mudar o objetivo a meio”, atirou o técnico do líder do campeonato romeno, em declarações à agência Lusa.

 

Um “gigante adormecido”, o Dínamo Bucareste lidera a I Liga daquele país com apenas uma derrota, logo no primeiro jogo da época, somando, depois disso, 13 vitórias e três empates.

A meta definida no início da época, no entanto, passa por assegurar o apuramento para as competições europeias, algo que o clube não consegue desde 2017/18, quando disputou, pela última vez, a Liga Europa.

“O facto de estarmos muito acima do que planeámos tem de nos dar o conforto de acreditar que podemos competir em cada jogo para ganhar e isso, no final, se verá onde nos vai fazer chegar”, justificou o antigo treinador de Tondela e Santa Clara.

O clube da capital romena detém 18 títulos de campeão nacional no seu palmarés, mas não ergue o troféu há 20 anos.

Além disso, “há quatro anos esteve na segunda divisão, também com problemas”, e o facto de estar, agora, a liderar o principal escalão pela primeira vez desde 2015/16, “faz as pessoas sonharem”, mas não faz Nuno Campos tirar os ‘pés da terra’.

“Temos de ser honestos connosco próprios. Temos feito uma campanha excecional, mas o campeonato, para além de ser muito longo, também se divide ainda numa outra fase, onde os pontos ficam por metade, e nessa fase tudo pode acontecer”, comentou.

Apesar do pragmatismo, o trabalho do técnico “tem sido muito elogiado” e, na quarta-feira, recebeu pela segunda vez o prémio de treinador do mês, referente a outubro, depois de também já ter arrecadado em agosto o prémio atribuído pela Gazeta Sporturilor, uma publicação desportiva de referência na Roménia.

Distinções que o antigo treinador-adjunto de Paulo Fonseca, agora no Sporting, partilha “naturalmente”, com a sua “equipa técnica, jogadores e todas as pessoas que trabalham diariamente” consigo no Dínamo.

“Não só as vitórias e os resultados, mas também a forma como a equipa joga. A valorização dos jogadores tem sido excecional. Esse crescimento individual, tendo por base o crescimento coletivo da equipa, tem feito com que o entusiasmo à sua volta seja maior”, disse o técnico à agência Lusa.

Na sexta-feira, o Dínamo Bucareste visita o Arges Pitesti, antepenúltimo classificado, para tentar manter, pelo menos, os três pontos de vantagem sobre o Universitatea Craiova, clube também orientado por um treinador português, Filipe Coelho.

Campos já falou “um pouquinho”, mas “não regularmente” com o compatriota que goleou, por 5-1, logo na segunda jornada do campeonato e explica o domínio dos técnicos lusos numa liga onde “há treinadores de muita qualidade” com “um estilo de jogo” e uma “qualidade de organização natural em Portugal”.

“A nossa organização, em termos de equipa, pode ser um pouquinho diferente de outras culturas. Isso tem sido apanágio dos treinadores portugueses por esse mundo fora, porque a qualidade que temos no país, em termos de treino, é muito grande e temos provado, ao longo do tempo, que temos imensos técnicos ao mais alto nível. E os resultados têm aparecido de forma natural”, concluiu o treinador do Dínamo Bucareste.

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