“Nasci para sofrer”. Érica Silva recorda aborto e várias perdas marcantes

A concorrente do “Big Brother All Stars”, Érica Silva, esteve a fazer a sua Curva da Vida e partilhou os vários momentos que marcaram a sua vida. Além do aborto, Érica já viveu muitas perdas marcantes.

© TVI


21/09/2026
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Notícias ao Minuto

Na segunda gala do “Big Brother All Stars”, que decorreu no domingo, dia 20 de setembro, foi mostrada a Curva da Vida de Érica Silva, que ficou sobretudo marcada pela sua decisão de fazer um aborto e pelas perdas marcantes que já sofreu. 

 

Aos 10 anos, lembra, ficou marcada com a morte do primo, que morreu atropelado. “Ele veio para baixo de nossa casa jogar à bola e alguém nos toca à campainha e pede-se nos para descer porque tinha acontecido um acidente, e eu desci e cheguei a ver o meu primo ainda estendido. Ele foi na ambulância e já não voltou mais. E os nossos Natais acabaram aqui”, contou.

Vários anos mais tarde, o filho da tia mais velha morreu, o que fez com que o Natal voltasse a deixar de fazer sentido. “Deixamos de viver outra vez os Natais porque a pessoa que se vestia de Pai Natal, que era o filho da minha tia mais velha, morreu. Cada vez que tentamos recuperar o Natal parece que acontece alguma coisa.”

Seguiu depois para o momento em que conheceu uma pessoa especial. “Sempre fui a menina da noite. Desde os 16 anos que trabalhava à noite em bares, e surgiu um convite de uma amiga se eu queria ir para Vila Real durante os três meses de verão trabalhar numa discoteca. Foi aí que conheci o João e apaixonei-me por ele. Foi quando me ligaram para os castings do «Secret Story 4». O meu segredo era: Mantenho uma lista de todos os meus relacionamentos sexuais. Fui bastante criticada por pessoas alheias porque pelos meus nunca fui julgada nem criticada“, recordou. 

E nessa altura perdeu depois outra pessoa próxima. Antes da final, em dezembro, viu partir o melhor amigo, em dezembro de 2013, mas só soube no dia em que saiu do reality show. 

Depois “recuperou o folgo e entrou no «Desafio Final 2» muito frágil”. “Não sei como, mas ganhei. Acho que sobrevivi porque foi mesmo difícil.”

Em 2014, recordou ainda, encontrou aquele que “achou que ia ser o homem da sua vida”. E, relata, convidou-o a ir viver consigo, no entanto, diz, foi “a pior coisa que fez na sua vida – meter aquela pessoa dentro da sua casa”.

“Foi uma pessoa que me fez muito mal, mentiu-me, por isso não confio em ninguém. Rebaixava-me todos os dias e eu ainda assim amava-o. Metia-me os cornos todos os dias, inclusive em vim para um «Desafio Final 3» e ele meteu raparigas dentro de minha casa, e eu continuei nesta relação. Sofria muita violência psicológica. Chegamo-nos a agredir mutuamente e foi aí o término“, partilhou.

“Liguei ao pai dele para o vir buscar porque estava trancada na cozinha com uma faca apontada a ele, porque ele tinha-me batido e tinha partido o meu telemóvel. Senti-me vazia. Apesar de tudo, acho que o queria sempre na minha vida”, detalhou. 

Depois disto tudo, confessou, ficou à espera de um dia ele lhe ligar. “É de ser burra. Passados dois anos e qualquer coisa ele ligou. E veio para dentro de minha casa outra vez. Mais um erro.”

Nesse tempo, admite, fez “muitas asneiras, bebia muito e numa dessas noites que ficou com ele, engravidou. “Mas não podia porque sabia as asneiras todas que fazia. Senti-me mesmo desesperada e não queria ter uma criança no mundo para sofrer. Ele já tinha dois filhos de mães diferentes. Óbvio que ele não queria ser pai outra vez. Eu sabia que ele ia-me fazer a vida negra com esta criança. Decidi [abortar]. Tirou-me duas coisas que eu queria: ser mãe e casar.”

Questionada sobre como foi o dia da intervenção, desabafou: “Foi horrível. Por fora estava fresca e fofa, mas por dentro estava morta. Podre. Ele sabia que era neste dia e só se preocupou até eu lhe dizer que já tinha acabado. Depois nunca mais tivemos contacto, não quero saber dessa pessoa na minha vida nem pintado de outro. A partir daí a minha vida tomou outro rumo.”

Em 2020, Érica Silva voltou a ficar de luto. Perdeu a madrinha, a “segunda mãe e quem a protegia sempre”. “Acho que nasci para sofrer. Apesar de ter coisas muito boas ao longo da vida, eu nasci para sofrer”, afirmou. 

Mas não ficou por aqui. Em 2024, entrou no “Big Brother – Desafio Final” e também tinha um grande amigo a morrer. Foi expulsa numa das votações e “teve tempo para se despedir dele”. “É o meu anjo da guarda”. 

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