Quase três meses depois, está finalmente encerrado o caso do GP do Mónaco de Fórmula 1. O tribunal decidiu no sentido de Isack Hadjar recuperar aquele que assim é o seu primeiro pódio.
© Andrea Diodato/NurPhoto via Getty Images
04/09/2026
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Demorou cerca de três meses, mas finalmente há um resultado definitivo do GP do Mónaco de Fórmula 1, depois da decisão do Tribunal Internacional de Apelo da FIA esta sexta-feira (4 de setembro).
Recordamos muito resumidamente o que se passou: a 7 de junho, Pierre Gasly (Alpine/Mercedes) cortou a meta no terceiro lugar, mas duas penalizações de cinco segundos fizeram-no cair para sétimo. Isack Hadjar (Red Bull/Ford) herdou o degrau mais baixo do pódio.
Inconformada, a Alpine apelou, com a apresentação de novas provas relevantes, e conseguiu que as penalizações fossem anuladas. Assim, poucos dias depois, o pódio foi devolvido a Pierre Gasly. Mas, desta feita, McLaren e Red Bull não se deixaram ficar e apresentaram apelo ao Tribunal Internacional de Apelo da FIA – num processo que culminou com uma audiência no fim de agosto.
Esta sexta-feira, surgiu a decisão do organismo, que considera as abordagens admissíveis e declarou a validade das duas penalizações de cinco segundos impostas a Pierre Gasly. Significa isto que os resultados têm de voltar a considerá-las, o que atira o gaulês para a sétima posição.
Para gáudio de outro francês – Isack Hadjar, que deste modo recupera o terceiro posto que até celebrou na cerimónia de pódio em Monte Carlo e fica com mais três pontos. Continua em oitavo no campeonato, agora com mais 20 pontos do que Liam Lawson (Racing Bulls/Ford) que está atrás de si.
Quanto a Pierre Gasly, perde nove pontos face àqueles que o terceiro posto lhe daria. Em nada altera a sua décima posição no campeonato, mas passa a estar a 16 pontos de Lawson.
Também beneficiados foram Oscar Piastri (McLaren/Mercedes), o próprio Liam Lawson e o seu colega de equipa Arvid Lindblad, que ficam classificados por esta ordem entre as quarta e sexta posições do GP do Mónaco.

