Os ataques de “spoofing” envolvem sempre algum nível de engenharia social, procurando levar as vítimas a confiarem no burlão para partilharem os seus dados e por vezes até dinheiro. Vamos ajudá-lo a proteger-se.
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06/08/2026
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Quando se fala de ataques informáticos ou ciberataques existem uma grande diversidade de métodos usados por hackers dependendo daquela que é a intenção. Muitos destes ataques assumem alguma forma de engenharia social e podem adotar nomes como “phising” ou “vishing” de forma a conseguir acesso aos dados das vítimas.
Outro termo que surge frequentemente no que diz respeito a estes termos é o “spoofing” um tipo de ataque que ser até mais difícil de detetar uma vez. Acontece que um ataque conhecido como “spoofing” leva os burlões a fazerem-se passar por alguém (ou alguma coisa) em que a vítima confia com o objetivo de obter acesso a sistemas, roubar dados, dinheiro ou até disseminar software malicioso.
A empresa de cibersegurança Kaspersky explica que, em ataques de “spoofing”, os responsáveis “manipulam psicologicamente as vítimas, explorando vulnerabilidades humanas como medo, ganância ou falta de conhecimento técnico”.
Mais ainda, conta a Kaspersky que um ataque de “spoofing” costuma ser iniciado com o envio de um e-mail que parece ter sido enviado por um colega de trabalho ou superior onde é solicitado que a vítima transfira algum dinheiro, associando sempre alguma justificação verossímil. Ao invés de e-mails, os responsáveis podem também recorrer a chamadas telefónicas e sites falsos, envolvendo por vezes endereços de IP.
No caso de um ataque de “spoofing” via e-mail, poderá conseguir identificar que está sob risco consultando os metadados no cabeçalho do e-mail enviado e que lhe fornecem informações sobre a forma como o e-mail foi encaminhado. Além disso, poderá sempre ativar o filtro de spam da sua caixa de entrada, o que ajudará a impedir que a maioria dos e-mails falsos entram na sua caixa de entrada.
Se, por outro lado, o ataque for conduzido por via de uma chamada de voz, poderá prevenir-se adotando um serviço ou app que o ajude a identificar e filtrar chamadas de spam. Caso não esteja disponível a partilhar os seus dados com este tipo de serviços ou de pagar por uma subscrição (cobrada por muitos deles), poderá simplesmente deixar de atender chamadas de números desconhecidos e, desta forma, reduzir consideravelmente a probabilidade de ser alvo de um ataque de “spoofing”.
Por fim, se teme ser alvo de um ataque deste tipo através de sites falsos, um sinal de que pode estar diante de uma tentativa de burla está logo presente no URL.
“Para ter certeza, o URL deve começar com https:// em vez de http:// – o ‘s’ significa ‘seguro’ e também deve haver um símbolo de cadeado na barra de endereços”, explica a Kaspersky. “Isso significa que o site possui um certificado de segurança atualizado. Mas se um site não tiver um, isso não significa necessariamente que ele foi falsificado – procure sinais adicionais”.
No que diz respeito a sinais adicionais, deverá estar “atento a erros ortográficos ou gramaticais ou logotipos ou cores que possam parecer ligeiramente incorretos” e também verificar se o site em questão conta com áreas como a da política de privacidade – que normalmente está presente em sites normais.
Por fim, poderá também apostar num gestor de senhas com o qual poderá preencher automaticamente campos de credenciais de autenticação. Acontece que este tipo de software não funciona em sites falsificados pelo que, se as suas credenciais não surgirem automaticamente, poderá dar-se o caso que o site em questão é falso.
Há também outras regras mais abrangentes que deve seguir para evitar ser vítima de ataques de “spoofing”. Abaixo pode ficar a conhecer algumas delas e, mesmo que possa demorar a habituar-se, é certo que a adoção destes hábitos poderá reduzir dramaticamente as hipóteses de se tornar uma vítima.
Hábitos que deve adotar para evitar ataques de “spoofing”:
- Evite clicar em links ou abrir anexos com proveniência desconhecida;
- Não responda a e-mails ou chamadas de números com origem em remetentes desconhecidos;
- Sempre que tal seja possível, configure a autenticação de dois fatores;
- Escolha senhas mais seguras, que sejam longas e complexas;
- Não partilhe informações pessoais com ninguém na Internet a não ser que tenha 100% confiança de que está a falar com alguém de confiança;
- Tenha sempre o software devidamente atualizado, seja no computador ou no telemóvel;
- Faça uma revisão de quem tem acesso às suas redes sociais e considere fechá-las a pessoas desconhecidas.

