Várias caras conhecidas juntaram-se novamente aos manifestantes pela habitação depois de uma nova ação policial que deixou novamente várias pessoas ferias e outras detidas, em Lisboa e no Porto, na madrugada de domingo, dia 1 de novembro.
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02/11/2026
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Notícias ao Minuto
Lusa | 08:37 – 01/11/2026
Já Luís Filipe Borges criticou a decisão de multarem as pessoas que passaram de carro e buzinaram em forma de protesto contra a polícia.
“A sério que estão a multar as pessoas por buzinadelas? De génio, o país está salvo! Bancarrota nunca mais! Quando fizerem as contas ao dinheiro que a malta está a dever por todos os títulos da bola celebrados desta maneira, é Portugal que vai interceder junto do FMI! E ainda pagamos a dívida externa dos EUA.”
Albano Jerónimo também não ficou calado e destacou na sua página de Instagram um texto de Tiago Rodrigues, onde se podia ler:
“Os ataques violentos da polícia sobre as Acampadas pacíficas de Lisboa e do Porto são um sintoma terrível de deriva autoritária, de repressão da dissidência e de incapacidade de ouvir as reivindicações
– uma trindade que nada tem a ver com um regime democrático.
O «mouvement lycéen» em França e as acampadas pela habitação em Portugal são mobilizações sociais com muitas diferenças, mas têm em comum o facto de terem nascido da juventude e terem merecido a adesão ou apoio de largos sectores da sociedade. Penso também na lista dos estudantes na Sérvia ou nas manifestações em Espanha e Itália ou no modo como a participação da juventude brasileira contribuiu para a reviravolta progressista da segunda volta.
Em todo estes casos, respeitando as inúmeras diferenças de cada fenómeno, há uma juventude que deve ser ouvida. E esse o nosso dever enquanto sociedade, até porque sem essa escuta atenta, que dignifica quem é ouvido e quem ouve, não há dialogo nem soluções possíveis para os problemas.
Sem escuta só resta a boçalidade irresponsável com que vemos alguns deputados da extrema-direita e da direita exprimir-se, incentivando à brutalidade policial, indignos, grosseiros, com termos que deveriam ser alvo de acusações formais de incitação à violência (como está a acontecer com figuras e canais de televisão da extrema-direita francesa depois do atentado racista de Trappes). Para que o poder político possa mostrar que está à escuta da juventude, é preciso deixarmos de ouvir o ruído das botas e dos bastões.”

