Tecnologia desenvolvida em Coimbra deteta sinais elétricos em microalgas

Tecnologia desenvolvida em Coimbra deteta sinais elétricos em microalgas

Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveram uma nova tecnologia capaz de detetar e analisar os sinais elétricos produzidos por populações de microalgas marinhas, abrindo novas possibilidades de monitorização.

© Shutterstock


06/10/2026
por

Lusa

A nova tecnologia transforma flutuações elétricas aparentemente aleatórias em informação sobre populações de microalgas vivas, abrindo novas possibilidades para monitorização ambiental, aquacultura e sistemas bioeletroquímicos, afirmou a FCTUC em comunicado enviado hoje à agência Lusa.

 

O estudo, liderado por investigadores do Bioelectronics & Bioenergy Research Lab, do Centro de Ecologia Funcional e do Laboratório Associado TERRA, integrados no Departamento de Ciências da Vida da FCTUC, centra-se na microalga marinha ‘Phaeodactylum tricornutum’, um organismo utilizado como modelo em investigação científica.

De acordo com a FCTUC, a equipa desenvolveu um elétrodo tridimensional, com uma estrutura porosa e uma impedância elétrica muito baixa, que permite estabelecer uma ligação mais eficiente entre os processos iónicos das células e os sinais elétricos medidos pelo dispositivo.

Macau e Coimbra lançam laboratório dedicado às humanidades digitais

A Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Coimbra (UC) criaram um laboratório que pretende usar a tecnologia digital aplicada às humanidades e linguística para “construir pontes de comunicação” entre Portugal e China.

Lusa | 07:57 – 06/10/2026

“Esta configuração torna possível identificar flutuações elétricas associadas à atividade das microalgas que são difíceis de observar através das técnicas convencionais”.

Os investigadores demonstraram que a presença de células vivas altera de forma significativa as flutuações elétricas registadas pelo sistema e verificaram também que, à medida que aumenta a concentração de microalgas, se alteram as características estatísticas dos sinais elétricos detetados.

Os resultados indicam “que o chamado ‘ruído’ eletroquímico pode conter informação sobre a atividade biológica das células”.

“Estamos habituados a pensar no ruído elétrico como algo que deve ser eliminado. O que mostramos é precisamente o contrário: essas flutuações podem conter informação sobre o estado e a dinâmica de uma população viva. É como ganhar uma nova janela para observar processos biológicos que, até agora, eram praticamente invisíveis eletricamente”, afirmou o coordenador do projeto Paulo Rocha.

IA na aviação tem um “grande potencial”, afirma responsável da EASA

A Agência Europeia para a Segurança na Aviação (EASA) defendeu, em Bruxelas, que a inovação tecnológica no setor deve ser pensada numa perspetiva de segurança e alertou que a Inteligência Artificial (IA) também pode falhar.

Lusa | 10:18 – 30/09/2026

Segundo o docente da FCTUC, a longo prazo esta abordagem poderá ajudar a “perceber como populações de microrganismos respondem a alterações ambientais e como emergem dinâmicas coletivas nestas comunidades”.

“Poderá também inspirar novas tecnologias de monitorização para ecologia aquática, aquacultura, qualidade da água e sistemas bioeletroquímicos”, acrescentou.

logo_nacloset_285_285_4k_webp2

Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.