Acampada de Lisboa reúne 200 a 300 pessoas pelo direito à habitação

Acampada de Lisboa reúne 200 a 300 pessoas pelo direito à habitação

Entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19:30 na Acampada de Lisboa pelo direito à habitação, que regressou hoje ao final da tarde à Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital.

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28/10/2026
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Lusa

Entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19:30 na Acampada de Lisboa pelo direito à habitação, que regressou hoje ao final da tarde à Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital.

 

A iniciativa tem decorrido hoje sem incidentes, tendo a 12.ª assembleia popular desde o início dos protestos em Lisboa começado pelas 19:25, sem qualquer perturbação da circulação na praça e sem que se avistem tendas nem polícia.

No Rossio, está ainda presente a direção-geral da Associação Académica de Coimbra.

A programação de hoje inclui a partir das 21:00 a atuação de vários artistas, entre os quais Carolina Deslandes.

A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

A intervenção aconteceu depois de outras similares no Porto, em 15 de outubro, e em Lisboa, em 20 de outubro, tendo todas originado detenções e feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

O chefe de Estado apelou na terça-feira ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

Moedas garante que não participou na decisão da carga policial

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), afirmou hoje que não participou nem foi consultado em nenhuma decisão de segurança sobre a intervenção policial contra manifestantes.

Lusa | 19:29 – 28/10/2026

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