Dezoito pessoas foram extraditadas do Haiti para os Estados Unidos pelo alegado envolvimento na morte do Presidente haitiano Jovenel Moise em 2021, revelou hoje um procurador federal norte-americano.
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20/09/2026
por
Lusa
“Hoje assinala-se um marco importante na nossa procura pelos autores do homicídio do presidente Jovenel Moise. (…) Cinco anos depois dos acontecimentos, ainda estamos a levar suspeitos à justiça norte-americana e ainda não terminámos”, escreveu o procurador Jason Redind Quinones na rede social X.
De acordo com a Agência France-Presse, entre os suspeitos extraditados para os Estados Unidos está Joseph Félix Badio, antigo dirigente haitiano da unidade de combate à corrupção, sob a alçada do Ministério da Justiça.
O Presidente eleito do Haiti Jovenel Moise, de 53 anos, foi alvejado em casa, em Port-au-Prince na madrugada de 06 para 07 de julho de 2021.
Na altura, as autoridades haitianas detiveram cerca de 40 pessoas, entre as quais mercenários colombianos, mas a investigação não teve desenvolvimento por falhas no sistema judicial.
Os Estados Unidos decidiram instaurar um processo judicial contra 11 pessoas, alegando que o plano foi urdido na Flórida. Cinco foram condenadas a prisão perpétua e outras quatro foram consideradas culpadas, numa série de acusações, nomeadamente de conspiração.
O Haiti, o país mais pobre do continente americano, não realiza eleições há nove anos e está sem um Presidente eleito desde o homicídio de Jovenel Moise.
Atualmente, é governado por autoridades de transição, que têm tido dificuldade em chegar a um acordo sobre vários assuntos, incluindo o calendário eleitoral.

