A Praça D. João I, no Porto, conta já com 15 tendas montadas no protesto pela habitação que ali decorre desde 10 de outubro, duas horas após a decisão de voltar a acampar no local. A PSP alerta para a hora limite de 00:30, mas até agora não foi visível força policial.
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28/10/2026
por
Lusa
A Praça D. João I, no Porto, conta já com 15 tendas montadas no protesto pela habitação que ali decorre desde 10 de outubro, duas horas depois da decisão de voltar a acampar no local.
Pelas 23:30, a Lusa contou uma dezena e meia de tendas já montadas, enquanto decorria uma reunião privada de quem votou por pernoitar em assembleia popular, para decidir o que fazer perante os vários cenários, entre eles a chegada da polícia, após terem sido já alvo de duas cargas policiais.
Horas antes, foi decidido reacampar na praça, mas só uma tenda estava montada pelas 22:30, começando a massificar-se pouco depois.
A PSP tem insistido na 00:30 como hora limite da manifestação, reiterando os avisos para a desmontagem das tendas no local, mas, para já, além de alguns carros nas imediações, não era visível força policial.
Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

