O ministro da Presidência questionou o Chega se, como na lei laboral, ficará ao lado da esquerda na lei das rendas e criticou a proposta de aumentar o subsídio de alimentação.
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28/10/2026
por
Lusa
O ministro da Presidência questionou hoje o Chega se, como na lei laboral, ficará ao lado da esquerda na lei das rendas e criticou a proposta feita pouco antes por André Ventura de aumentar o subsídio de alimentação.
No encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, António Leitão Amaro disse ter achado “estranho, quase surreal” o posicionamento dos dois maiores partidos da oposição sobre o novo regime jurídico do arrendamento, aprovado na generalidade com a abstenção do Chega, e que o PS tem pedido para ser retirado.
Dirigindo-se primeiro aos socialistas, criticou que proponham a retirada de “uma proposta que ainda não é lei” e que se “juntem aos protestos pela habitação contra os efeitos das leis que eles próprios criaram”.
“Porque é que em 2023 também não foram à rua e às manifestações protestarem contra a crise da habitação que os senhores causaram? Como é que querem mudar alguma coisa no arrendamento deixando os vossos erros e as vossas leis todas na mesma?”, questionou.
Já falando para o Chega, anteviu que, apesar de no seu programa eleitoral propor o fim do congelamento das rendas, perante “as minorias de agitadores a protestar”, talvez “fuja a coragem e se esfumem as convicções” do partido.
“Será que daqui a algum tempo vamos voltar a vê-los como na reforma laboral de punho cerrado, a pôr os líderes comunistas em lágrimas a celebrar o bloqueio de mais uma reforma estrutural?”, questionou.
Leitão Amaro criticou, em particular, uma proposta deixada pelo líder do Chega na sua intervenção no encerramento no debate minutos antes. Citando uma notícia de que o preço dos alimentos vai subir 18%, Ventura sugeriu “por que não aumentar o subsídio de alimentação a quem trabalha na mesma proporção”.
“Eu fiquei a pensar, de onde é que vêm estas propostas? Que ciência oculta é que o Sr. deputado visita no caminho para o parlamento”, questionou, dizendo que “é desta ciência oculta que são feitas as contas à Chega”.

