A presidente da IL afirmou hoje que fica “muitíssimo satisfeita” por ver Pedro Passos Coelho “vincar a necessidade de fazer reformas” e defendeu que o atual primeiro-ministro tem a obrigação de ouvir os partidos, nomeadamente os liberais.
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14/09/2026
por
Lusa
Mariana Leitão falava aos jornalistas depois de uma visita no âmbito das jornadas parlamentares do partido, ao Hospital São João de Deus, em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga.
Questionada sobre a opinião de Pedro Passos Coelho de que o Governo PSD/CDS-PP está a ficar sem tempo para fazer reformas estruturais, Leitão respondeu que fica “sempre muitíssimo satisfeita quando mais pessoas verbalizam e insistem e vincam esta necessidade de fazer reformas”.
“É uma necessidade que o país tem. Nós agora nestas jornadas parlamentares estamos focados nessas mesmas reformas e há algumas que são cruciais e que nós queremos mesmo levar a cabo nesta sessão legislativa”, acrescentou, elencando como prioritárias alterações a nível fiscal, da Seguraça Social, no aparelho do Estado e na Justiça.
A líder da IL afirmou não querer especular sobre as palavras de Passos, focando-se na sua “mensagem política”, considerando positivo que cada vez mais pessoas se juntem ao apelo que o seu partido faz “desde sempre” de que é preciso reformas no país.
Inquirida sobre se o atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, deveria ouvir mais os conselhos de Passos Coelho, a líder da IL considerou que o chefe do Governo “ouve quem quer”, mas que, sobretudo, “tem de ouvir os partidos que têm na assento na Assembleia da República, nomeadamente a Iniciativa Liberal, quando o alertam que não está a fazer o que prometeu aos portugueses”.
Mariana Leitão disse haver “capacidade de conversar” por parte da IL, mas não respondeu se o partido pretende reunir com o Governo para apresentar as suas propostas, frisando que a sua ambição é de que os apelos dos liberais “sejam ouvidos”.
A presidente da IL não respondeu também sobre em que pontos vê mais convergências com o PSD de forma a facilitar que a viabilização das suas propostas.
“Vai ter de perguntar isso ao PSD”, disse, acrescentando que a IL sabe “o que é prioritário para o país funcionar” e que os outros partidos é que devem ser questionados sobre como convergem com os liberais.

