A família de Charlie Kirk estará a ponderar processar a Universidade do Utah, onde o ativista ultraconservador foi morto a tiro há um ano. O aviso, enviado à instituição e às autoridades do estado, aponta quais as falhas de segurança.
© Trent Nelson/The Salt Lake Tribune/Getty Images
16/09/2026
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Notícias ao Minuto
A família de Charlie Kirk, o ativista ultraconservador que foi morto a tiro o ano passado, deverá estar a preparar-se para processar a Universidade do Utah, onde o ataque aconteceu, a 10 de setembro de 2025. Para já, existe uma notificação enviada às autoridades do estado norte-americano e à instituição de ensino.
De acordo com o que escreve a CBS News esta quarta-feira, o aviso enviado dá conta de lacunas na segurança instalada na instituição no dia da morte de Kirk, que morreu após um atirador ter conseguido subir a um dos telhados no campus da cidade de Orem, e disparar contra ele. A família do ativista, grande aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justifica também onde aconteceram as falhas. Todo o aviso e fundamentações dadas indicam que um processo contra a universidade vem a caminho.
Enquanto a Associated Press (AP) já tinha avançado, após uma análise, que o campus não tinha adotado várias práticas de segurança pública, a CBS aponta agora que os advogados da família referem que a morte de Kirk resultou de “decisões imprudentes” que deixaram o ativista, de 31 anos, exposto ao atirador.
Segundo a publicação, o número de agentes era muito inferior ao recomendável para um campus com a dimensão do de Orem. Não havia, também, nenhum drone a sobrevoar o local por forma eventualmente detetar um possível intruso – o que veio a acontecer. O evento tinha cerca de três mil pessoas , não havendo agentes a verificar malas ou qualquer detetor de metais.
“O risco de um atirador posicionado num telhado deveria ter sido uma preocupação primordial, dada a tentativa de assassinato do presidente Trump – amigo próximo e aliado político de Charlie Kirk – por um atirador num telhado no ano anterior”, escreveu o advogado, Loren Washburn, na notificação enviada.
O documento, que está datado de 9 de setembro de 2026 – um dia antes de se assinalar a morte de Kirk, é por lei um dos passos que é necessário para dar entrada a um processo deste tipo, daí a possibilidade de a família avançar com o mesmo.
Para além do estaod de Utah, estão identificados no documento a então presidente da universidade, Astrid Tuminez – que anunciou a saída em janeiro deste ano – e o departamento da polícia do campus, Jeffrey Long. Este último responsável disse que seis agentes do campus coordenaram-se com oito seguranças privados de Kirk.
A instituição confirmou a receção da notificação à CBS News, apontando: “Estamos cientes da notificação de reivindicação. A universidade trata de questões jurídicas em conformidade com os processos estabelecidos. O nosso foco permanece em apoiar a comunidade do nosso campus”.
Já quando questionada sobre o assunto, a Procuradoria-Geral do Utah optou por não comentar um possível processo.
O advogado escreveu ainda: “Tragicamente, a universidades não tomou nenhuma destas medidas de segurança – passos que apenas eles tinham autoridade para tomar – e resultou numa situação que resultou num estado de indefesa para Charlie Kirk”. O advogado apontou inda que para além de a organização falhar em garantir as medidas de segurança necessárias não havia também operacionais para prestar primeiros socorros, o que levou a que após ter sido baleado fosse levado para um hospital num veículo privado, em vez de numa ambulância – e devidamente acompanhado por profissionais.
O suspeito, Tyler Robinson, é acusado de crimes que incluem homicídio qualificado e ainda não declarou a sua culpa ou inocência. O arguido, de 23 anos, entregou-se às autoridades um dia após o tiroteio.

