O líder do Chega, André Ventura, afirmou que a revisão da lei das rendas depende do primeiro-ministro e defendeu um quadro de equilíbrio entre inquilinos e proprietários. A proposta do Governo foi aprovada na generalidade, com alterações acordadas entre PSD e Chega.
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28/10/2026
por
Lusa
O líder do Chega avisou hoje que a revisão da lei do arrendamento depende do primeiro-ministro e defendeu um quadro de “equilíbrio para todos”, inquilinos e proprietários.
“Senhor primeiro-ministro, esta lei depende de si, esse esforço depende de todos”, afirmou.
André Ventura deixou este aviso diretamente a Luís Montenegro durante a intervenção no encerramento da discussão do Orçamento do Estado na generalidade, no Parlamento.
A proposta do Governo para rever a lei das rendas foi aprovada na generalidade, depois de PSD e Chega terem assinado um acordo escrito no qual ficaram estabelecidas algumas alterações a fazer na especialidade.
“O Chega fez aquilo que o PS não teve coragem de fazer. O Chega reconheceu que o país tem um problema que é menos habitação, custos altamente acrescidos e famílias que não conseguem pagar as suas rendas e a sua habitação. Da parte do Partido Socialista, houve apenas uma resposta, ‘não queremos fazer nada, deixaremos tudo na mesma””, criticou, voltando a responsabilizar o PS pela crise da habitação, associando-a ao aumento da imigração.
Ventura salientou que o seu partido não aceitará “atualizações de rendas sem limites”, nem “cauções sem limites por serem injustas” e sustentou que os proprietários não podem “ser a Segurança Social deste país”.
O líder do Chega defendeu “uma lei para todos”, que não tenha “os devaneios habituais que o mercado resolve”, mas também faça uma “penalização permanente a quem fez das casas o seu investimento e a sua vida”.
“Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram”, disse, noutra referência ao PS.

