A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem direcção clara, mas com os investidores a saudarem a recuperação do setor tecnológico, apesar do contexto de prudência antes de se conhecerem os resultados das eleições realizadas hoje nos EUA.
© Andrew Kelly/Reuters
03/11/2026
por
Lusa
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem direção clara, mas com os investidores a saudarem a recuperação do setor tecnológico, apesar do contexto de prudência antes de se conhecerem os resultados das eleições realizadas hoje nos EUA.
O resultado da sessão mostra que o índice tecnológico Nasdaq avançou 0,83%, o alargado S&P500 ganhou 0,36 e o seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 0,38%.
“As compras de títulos ligados à inteligência artificial (IA) foram o motor do mercado”, após várias sessões de forte contração, marcadas pelo regresso das inquietações em torno dos investimentos massivos nesta tecnologia, resumiram os analistas da Briefing.com.
Os conglomerados dos semicondutores e outros componentes eletrónicos, na primeira linha do entusiasmo pela IA, fecharam em alta, como Nvidia (2,29%), Advanced Micro Devices (3,65%)Micron (2,58%), Broadcom (3,07%) ou Intel (0,97%).
Ao contrário, a Apple baixou (-1,90%, depois de ter divulgado segunda-feira uma redução do seu crescimento no último trimestre do ano, entre 7,0% e 10%, e uma corrosão dos lucros pela subida dos preços dos circuitos de memória, apesar de ter a+ido de um trimestre recorde, graças ao iPhone.
Entretanto, os investidores estão atentos aos resultados das eleições de hoje, com as quais os democratas esperam recuperar o controlo do Congresso e, assim, procurar travar Donald Trump para o resto do seu mandato.
Segundo Jose Torres, da Interactive Brokers, “uma mudança completa do poder é o maior receio” dos investidores, uma vez que “teme que uma nova maioria modifique o quadro regulamentar da IA, com um reforço dos constrangimentos”.
Mas, por outro lado, os democratas podem “aumentar a vigilância da gestão da guerra pelo governo” e “reforçar a pressão em favor de uma solução diplomática, quando o Congresso tomar posse, em janeiro”, apontou Ipek Ozkardeskaya, da Swissquote.

